Após ameaça atribuída ao Irã, Trump teria sido transferido secretamente de avião na Turquia
Presidente dos Estados Unidos deixou Ancara em uma aeronave militar diferente do Air Force One; operação de segurança teria usado caminhão de transporte de alimentos para esconder a transferência
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou a Turquia de forma secreta no mês passado depois que autoridades norte-americanas identificaram uma ameaça contra ele atribuída a forças ligadas ao Irã. Para despistar possíveis ameaças, Trump teria sido transferido do Air Force One para outra aeronave com a ajuda de um caminhão de transporte de alimentos.
A informação foi revelada pelo jornal The Washington Post na segunda-feira (10), em reportagem sobre a operação de segurança realizada durante a passagem de Trump por Ancara, onde participou da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
O episódio ocorreu no dia 8 de julho. Segundo o relato, Trump apareceu normalmente diante das câmeras e embarcou no antigo Air Force One no aeroporto de Ancara. Ele chegou de limusine, subiu as escadas da aeronave, acenou para as pessoas na pista e entrou no avião.
Do outro lado da aeronave, entretanto, havia um caminhão de transporte de alimentos com o compartimento de carga elevado até a altura do avião.
Caminhão foi usado para esconder a transferência
Enquanto integrantes da imprensa que acompanhavam a viagem presidencial embarcavam pela parte traseira do Air Force One, o compartimento do caminhão foi abaixado.
O veículo então deixou o avião presidencial e se deslocou até um C-32A, que estava estacionado nas proximidades.
Ao chegar à segunda aeronave, o compartimento do caminhão voltou a ser elevado até a altura do avião e permaneceu nessa posição durante alguns minutos.
De acordo com o Washington Post, foi nesse momento que Trump teria sido transferido secretamente para o C-32A.
Ameaça teria sido considerada crível
A operação ocorreu depois que o governo norte-americano recebeu informações de que forças ligadas ao Irã poderiam ter Trump e o Air Force One como alvos.
A existência da ameaça havia sido divulgada anteriormente pelo The New York Times, em 24 de julho.
Segundo as informações publicadas, autoridades dos Estados Unidos consideraram a ameaça crível, e o Serviço Secreto recomendou que o presidente não deixasse a Turquia no avião presidencial que estava sendo acompanhado pelas câmeras e pela imprensa.
Na viagem de ida, Trump havia utilizado o novo Air Force One, uma aeronave doada pelo Catar e posteriormente reformada para servir como avião presidencial.
Trump havia anunciado outro plano
Antes do retorno, a Casa Branca informou que havia uma mudança no planejamento da viagem.
O próprio Trump publicou na rede Truth Social que utilizaria o antigo Air Force One no trecho entre Ancara e a base aérea de Mildenhall, no Reino Unido. A justificativa apresentada pelo presidente foi que faria isso “por causa dos velhos tempos”.
Porém, segundo os relatos publicados pelo Washington Post, a mudança fazia parte de uma operação de segurança destinada a evitar que a presença de Trump no avião fosse identificada.
Voo secreto para o Reino Unido
Depois de ser transferido para o C-32A, Trump deixou a Turquia com destino ao Reino Unido.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, também embarcou na mesma aeronave. Segundo uma autoridade norte-americana ouvida pelo jornal, ele utilizou uma escada externa, numa tentativa de fazer com que o voo parecesse uma operação normal.
Enquanto Trump viajava no C-32A, o antigo Air Force One também decolou da Turquia.
O avião presidencial transportava integrantes da imprensa que acompanhavam a viagem e funcionários da Casa Branca. A aeronave chegou ao Reino Unido poucos minutos depois do avião que levava Trump.
Presidente voltou a aparecer no Air Force One
Após o pouso no Reino Unido, Trump retornou ao Air Force One e apareceu diante das câmeras saindo normalmente da aeronave.
Segundo o Washington Post, não está claro como o presidente deixou o C-32A e voltou para o Air Force One sem ser visto.
A estratégia, portanto, teria permitido que a imprensa e outras pessoas acreditassem que Trump havia permanecido no avião presidencial durante todo o trajeto, enquanto, na realidade, ele havia viajado em uma aeronave diferente.
C-32A é uma versão militar do Boeing 757
O avião utilizado para transportar Trump é um C-32A, versão modificada do Boeing 757 que integra a frota da Força Aérea dos Estados Unidos destinada ao transporte de autoridades do governo.
A aeronave havia sido enviada à Turquia juntamente com o antigo Air Force One e o novo avião presidencial doado pelo Catar para dar suporte à viagem de Trump.
Assim como as aeronaves utilizadas tradicionalmente nos deslocamentos presidenciais, o C-32A possui a inscrição “United States of America” e pode transportar tanto o presidente quanto o vice-presidente.
O termo “Air Force One” não identifica especificamente um único avião. Ele é o indicativo utilizado por qualquer aeronave da Força Aérea dos Estados Unidos quando o presidente está a bordo. No caso do vice-presidente, o indicativo é “Air Force Two”.
No voo que levou Trump da Turquia ao Reino Unido, o C-32A utilizou uma identificação menos chamativa: “Reach 18”. A medida teria ajudado a dificultar a identificação da presença do presidente na aeronave.
A operação de segurança veio à tona semanas depois da viagem e mostra o nível de sigilo adotado pelas autoridades norte-americanas diante da ameaça que, segundo os relatos publicados pela imprensa dos Estados Unidos, poderia colocar Trump em risco.
Fontes: The Washington Post e The New York Times, conforme informações publicadas pelo Jornal O Sul.
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Escrita
TRUMP TERIA DEIXADO A TURQUIA ESCONDIDO EM CAMINHÃO E TROCADO DE AVIÃO APÓS AMEAÇA DO IRÃ
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria deixado a Turquia secretamente após autoridades norte-americanas identificarem uma ameaça atribuída a forças ligadas ao Irã.
Segundo o The Washington Post, a operação aconteceu em 8 de julho, após a participação de Trump na cúpula da Otan, em Ancara.
Trump apareceu diante das câmeras e embarcou normalmente no antigo Air Force One. Porém, enquanto jornalistas e integrantes da comitiva entravam no avião, um caminhão de transporte de alimentos foi posicionado próximo à aeronave.
A operação secreta
O caminhão deixou o Air Force One e seguiu até um C-32A, avião militar estacionado nas proximidades.
O compartimento de carga foi novamente elevado até a altura da aeronave e, segundo o jornal, Trump foi transferido secretamente para o avião.
✈️ O voo que enganou as câmeras
Trump deixou a Turquia no C-32A em direção ao Reino Unido.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, também embarcou na aeronave. Enquanto isso, o antigo Air Force One decolou com jornalistas e funcionários da Casa Branca.
O avião presidencial chegou ao Reino Unido poucos minutos depois do C-32A.
Após o pouso, Trump voltou ao Air Force One e apareceu normalmente diante das câmeras.
A ameaça
A operação teria sido determinada depois que o governo dos Estados Unidos recebeu informações de que forças ligadas ao Irã poderiam ter Trump e o Air Force One como alvos.
A ameaça foi considerada crível pelo governo americano, e o Serviço Secreto teria recomendado a troca de aeronave.
Trump havia anunciado que usaria o antigo Air Force One “por causa dos velhos tempos”, mas a mudança fazia parte, segundo os relatos, de uma estratégia para proteger sua segurança.
️ O avião utilizado
O C-32A é uma versão modificada do Boeing 757 e integra a frota da Força Aérea dos Estados Unidos para transporte de autoridades.
Durante o voo, a aeronave teria utilizado o indicativo “Reach 18”, dificultando a identificação de que Trump estava a bordo.
A operação só veio a público semanas depois da viagem.
Fontes: The Washington Post e The New York Times, conforme informações publicadas pelo Jornal O Sul.
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