Milhares de argentinos vêm trabalhar no Brasil em meio à crise econômica no país vizinho
Entre 400 e 500 trabalhadores argentinos cruzam diariamente a fronteira entre a Argentina e o Brasil em busca de emprego, principalmente no setor rural do Rio Grande do Sul. A cidade de Alba Posse, na província de Misiones, é uma das mais impactadas por esse movimento migratório, já que faz divisa direta com Porto Mauá, no Noroeste gaúcho.
Os dados são da prefeitura local e apontam que muitos desses trabalhadores seguem para regiões como Caxias do Sul, onde atuam, sobretudo, nas colheitas de uva e maçã.
O fenômeno, que antes era comum entre jovens em busca de renda temporária, hoje envolve majoritariamente chefes de família. Muitos permanecem meses fora de casa para garantir o sustento doméstico. Em feriados prolongados, o fluxo chega a alcançar até 5 mil pessoas em um único fim de semana.
Segundo o prefeito de Alba Posse, Lucas Gerhardt, a migração é consequência direta do enfraquecimento da economia regional. A erva-mate, base da economia local, sofreu forte queda no preço pago ao produtor, afetando pequenos e médios agricultores.
Outro setor em retração é o madeireiro. Estimativas indicam que as serrarias da região dispensaram cerca de 50% da mão de obra devido à queda no consumo interno e à redução das exportações.
Apesar de representar uma alternativa de renda, a migração preocupa as autoridades locais pelo impacto social, especialmente pela separação das famílias. Trabalhadores relatam que o deslocamento é uma medida de sobrevivência diante da falta de empregos e da perda do poder de compra na Argentina.
️ Fonte: Site SB News, com informações do Três Passos News.
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